terça-feira, 20 de novembro de 2007

Monstro das bolachas

Seria importante, nos dias de hoje, em que a televisão ocupa muito do tempo das crianças, que se apostasse mais em desenhos animados cujos heróis se alimentem de forma saudável, tal como o Popeye.
A Rua Sésamo é também um bom exemplo de transmissão de mensagens educativas, com muitas canções que apelam a escolhas saudáveis. Até o Monstro das Bolachas admitiu que as bolachas são alimentos para de vez em quando!

Publicidade infantil: um alvo a abater?

Por todo o mundo as crianças são o alvo preferencial da publicidade, uma vez que estas são fáceis de manipular e têm um grande poder persuasivo sobre os pais. Na Grã-bretanha, irão ser proibidos anúncios de Junk Food (alimentos ricos em gordura, sal, açúcar, e de baixo teor nutritivo) direccionados para menores de 16 anos a partir de Abril de 2008.
Países como a Suécia, Noruega, Itália, Irlanda, Grécia, Dinamarca e Bélgica, estão mais avançados neste assunto pois já proíbem a publicidade direcionada para as crianças. Alguns proíbem mesmo toda a publicidade durante a programação infantil. O objectivo é estimular um estilo de vida saudável entre os jovens e diminuir os altos índices de obesidade infantil.
Será que todos os países deveriam seguir este exemplo?

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Boas comunicações!

Uma boa comunicação transmite de uma forma clara, sucinta, dinâmica e com bons conteúdos, a informação que pretende. Pode ser na forma de site, blog, entrevista, artigo, cartaz...
  • No site Fruits and Veggies matter encontramos muito informação útil organizada de forma simples e interactiva, através de vários links e imagens da página inicial. Esta informação, além de apelativa é credível.
  • O site Vitaminix é bastante atractivo porque pretende cativar as crianças, de forma a transmitir conhecimentos básicos sobre alimentos.
  • E porque as boas comunicações também são premiadas, a comunicação "Alimentos Funcionais: novos termos, novos desafios para o consumidor" elaborada por Ana Rita Remígio recebeu um prémio da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação. Vejam a notícia!

sábado, 3 de novembro de 2007

Hipocrisia ou educação?

A Dove lançou um anúncio no sentido de educar os pais para os perigos do padrão inatingivel de beleza que as publicidades tentam transmitir. Não seria isto estranho se a Dove não pertencesse à Unilever, que possui uma vasta gama de produtos que fazem esse tipo de publicidade.
O anúncio é realmente bom e alerta para um perigo que rodeia as nossas crinças, mas não deixa de ser uma hipocrisia, porque a empresa não diminui o volume de publicidades que incitam corpos irrealmente belos.
Sugerimos a leitura do livro "A Ditadura da Beleza" que abarca este tema de um modo muito interessante.



Estratégias publicitárias...

Consoante o objectivo final pretendido, há várias estratégias publicitárias.
O objectivo pode ser:
  • Dar a conhecer um novo produto, como se vê no anúncio do leite biológico da agros.

  • Fazer gostar, criar vínculos emocionais. O futebol tem a capacidade de criar estes vínculos nas pessoas e a Sagres aproveitou isso mesmo.
  • Fazer agir, incitar a provar, pedir informação, aderir a uma causa… Por exemplo, existem produtos que apresentam receitas que incitam o seu consumo. O site da Knorr é um exemplo interactivo disto.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Nutricionistas exigem restrições na publicidade

Os anúncios a guloseimas, batatas fritas, sumos e colas invadem os espaços televisivos infantis. Os nutricionistas não têm dúvidas: "Para que o combate às doenças associadas aos maus hábitos alimentares seja eficaz é urgente reduzir o volume e o impacto da promoção comercial de alimentos e bebidas dirigidas às crianças."

Este é um excerto de uma notícia do "Diário de Notícias" que demonstra a posição da Associação Portuguesa dos Nutricionistas perante certas publicidades.

Publicidade: "a batata quente" na mão dos nutricionistas

Os nutricionistas conseguem ser neutros na comunicação sobre alimentação, mas quando se fala em publicidade isso torna-se mais complicado e nem sempre é conseguido. Quando se publicita um produto específico tenta-se realçar os aspectos positivos, encobrindo por vezes o que o produto tem de menos bom.
Será correcto um nutricionista publicitar suissinhos (uma vez que são sobremesas lácteas e não iogurtes)?
A propósito...
No programa "SOS OBESIDADE" da Sic Mulher, apresentado por uma nutricionista, foi convidada Helena Cid, nutricionista da Unilever, para explicar que as gorduras também fazem parte de planos alimentares para obesos. No entanto, apenas 25-30% do total energético ingerido deve ser constituido por gordura. Será que isto ficou claro na comunicação? Pelos vistos não; vejam uma crítica que foi feita pela nutricionista Paula Veloso.